Suíça - encanto, charme e qualidade
Novembro, meio de semana naquela intensa agenda, reuniões e atendimentos para iniciarmos novos projetos de viagens de nossos exploradores, e nos chega o email com um convite irrecusável.
Nosso vagão era da 1ª classe, com assentos amplos em fileiras de dois e dois com o corredor no meio e amplas janelas panorâmicas, afinal de contas começaria ali uma viagem cênica montanha acima. A Suica possui paisagens incríveis, idênticas aquelas que vemos nos filmes da Disney ou de conto de fadas, perfeitas onde nada está fora do lugar, e isso torna a viagem ainda mais interessante. Dormir que nada, fiquei ligado em cada cenário por onde passávamos, registrando tudo na memoria e tirando muitas fotos e fazendo vários vídeos. A última hora de viagem, quando o trem começa subir a montanha até St Moritz, as paisagens se tornam=m ainda mais lindas, pois a beleza se mistura com picos nevados, pastos branquinhos e muita neve, transformando a paisagem em algo único.
A Roberta, diretora de vendas do hotel havia viajado conosco no trem e já tinha tudo preparado para que nosso check-in fosse rápido, afinal já estávamos a mais de 18h em trânsito e sabia que todos buscavam um belo banho quente e nos adequarmos literalmente com roupas de inverno. Fui alocado para a suíte 316, localizada no prédio novo do hotel com vista pro lago, coisa mais linda.
No horário marcado nos encontramos com a Roberta novamente e iniciamos nossa caminhada por todo o hotel, onde cada porta aberta era uma linda surpresa, cada andar visitado mais bonito que o outro, afinal de contas, o Kulm Hotel foi o primeiro hotel de St Moritz, com mais de 120 anos. Foi criado por um visionário que leva seu nome, que a 120 anos atras convidou a alta sociedade londrina para passar férias de inverno na região durante o inverno. Se eles não gostassem, ele devolveria todos os valores pagos para essa estadia de 3 meses na região. Foi o ponta pe inicial para o sucesso dessa que seria a primeira estação de Ski turística do mundo. Sua localização privilegiada, no centro da vila de St Moritz permite que possamos ir caminhando a restaurantes, bares e lojas da cidadezinha charmosa de St Moritz, o que para mim e fundamental numa viagem – ter fácil acesso a atividades, restaurantes e a vida cultural local.
Era uma dança linda de temperos, panelas, vai e vem de salsas, molhos e texturas sendo preparados para aquecer nossos corações, e que surpresa grata. Foi o ponta pé inicial digno de rei, o que já sinalizava o que viria adiante.
No meio do dia, nos encontramos para almoçar no alto da montanha, no Trutz, um restaurante super gostoso com uma vista incrível para os lagos de Engadin. Cardápio variado, vista linda para as montanhas, almoçamos, nos aquecemos e já estávamos prontos para outra.
Retornarmos ao Kulm para nosso merecido descanso.
Quartos com belas vistas para as montanhas, amplos e com tamanhos diferentes, um spa completo para tratamentos estéticos e relaxamento fazem do Kempinski uma boa opção para quem vai a St Moritz.
Almoçamos por la , e depois visitamos o hotel que e espetacular. Uma excelente opção para quem deseja aproveitar atividades na neve, brincar com as crianças e descansar de 2 a 3 dias num lugar com paisagens únicas, afinal o hotel está no meio do vale.
Chegamos no Badrutt’s Palace, o ícone da St Moritz, no centro da vila, na calcada mais concorrida de St Moritz, ao lado da Cartier, LV entre outras marcas renomadas.
Nossa agenda ainda estava cheia e saímos do Palace rumo ao nosso hotel, para um banho rápido, pois as 18h30 tínhamos outro compromisso imperdível que você saberá a seguir.
Uma viagem de 8h30, pelas paisagens mais linda da Suíça e abordo de um trem especial, com teto de vidro panorâmico permitindo que tenhamos vistas únicas durante toda a viagem, e que viagem. Uma experiencia que recomendo para qualquer um que va a Suíça , tanto no inverno quando no verão. Um impecável serviço de bordo entretém a viagem, com uma variedade interessante de ofertas e serviços, além e claro, de paradas técnicas com visuais únicos e dignos de filme. Imperdível!
Minicarro elétrico sim, pois em toda Zermatt não há circulação de carros ou veículos a combustão, apenas e-cars – vejam que legal e que importante essa conscientização de manter o que eles tem de mais precioso intacto por mais tempo, o meio ambiente. A cidade fica mais charmosa e mais silenciosa, já que não há buzina, barulho de motor nem mesmo aquela nevoa escura de poluição, apenas paisagens limpas e infinitas do ar puro da montanha.
Zermatt e a cada da montanha mais famosa do país, o Mattherhorn, que para me deixar ainda mais feliz, estava logo em frente a varanda do meu apartamento, imponente e majestosa.
19h30, no lobby e fomos jantar com a simpática diretora do hotel, Sra Petra, inteligentíssima e eleganterrima, onde pudemos entender um pouco mais da cidade, do hotel e dos serviços que os turistas poderiam usufruir estando na região. Foi muito esclarecedor e abriu muito minha mante para o potencial que Zermatt tem para receber famílias inteiras.
Após o almoço, visitamos o Cervo Hotel para um apre-ski, hotel boutique superexclusivo com poucos quartos, ski in and out de Zermatt e cheio de charme. Uma esquipe descolada e um gerente supersimpático nos levou para conhecer as áreas comuns e dois tipos de quartos bem amplos, charmosos e com uma vista da cidade de Zermatt maravilhosa, aliás um hotel especial para casais, pois sua decoração e ambiente proporcionam um romantismo no ar.
Fizemos um sobrevoo maravilhoso, nosso piloto fez um voo sobre o Mattherhorn incrível, dando até uma sobrevoada exclusiva para vermos uma cruz depositada no topo da montanha que abençoa seus escaladores e esquiadores. Uma sensação especial de estar a mais de 5 mil metros de altura, e a apenas 30 metros da base do pico da montanha. Recomendo a todos que forem a Zermatt que façam esse passeio, vale muito a pena.
Esse dia prometia e logo depois de cair na real, seguimos para o Matterhorn Glacier Paradise, um observatório localizado a 4 mil metros de altitude, acessível depois de 30 minutos em gondolas sobre as montanhas. Trocamos de gondola duas vezes, e cada uma sentíamos o frio extremo, afinal so subíamos. Chegando no topo, menos 15 graus e uma vista incrível das montanhas da região do sul da Suíça e da Itália, Cervina. Realmente percebemos como somos insignificantes num lugar destes. Frio extremo, numa caverna esculpida no gelo, várias estatuas desenhadas no gelo eterno adornam a caverna 15 metros abaixo do topo. Muito lindo o trabalho que merece ser apreciado. Já com frio intenso, almoçamos no restaurante do topo do Glacier, e em seguida iniciamos nossa viagem montanha abaixo.
Uma experiencia única e necessária se você for a Zermatt, afinal não e sempre que estamos num Glacier a 4 mil metros de altitude sobre um platô de gelo eterno.
Nosso próximo compromisso era visitar Riffelalp Resort, um hotel exclusivo acessível pelo caminho da estrada de ferro Gornergrat, 15 minutos de viagem montanha acima. Chegamos numa estação de trem em meio a montanha, e de la seguimos por 8 minutos a pe, na neve, seguindo as placas indicativas do hotel. Claro que no caminho já pensávamos na fria que estaríamos entrando, mas de repente, na paisagem ali na frente, apareceu imponente um hotel deslumbrante, ski in and out, poucos quartos, mas ideal para aqueles que querem ir a região apenas esquiar. Quartos amplos, pista de boliche no subsolo, um bar com vista para o Matterhorn acolhe os que chegam e mimam os que estão la hospedados. Uma excelente escolha para esquiadores fanáticos. A única observação que deixo, e que este hotel e acessível unicamente via esta linha de trem, que tem interrupção de seu serviço as 11pm, retomando apenas as 6am do dia seguinte.
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